O QUE É PERIIMPLANTITE ? O QUE FAZER PARA EVITAR?
A peri-implantite é uma condição infecto-inflamatória de origem bacteriana que afeta os tecidos ao redor de um implante dentário, resultando na perda progressiva do osso que sustenta a estrutura. Diferente da gengivite — que atinge apenas a gengiva e é reversível —, a peri-implantite compromete diretamente a fixação óssea e, se não for diagnosticada e tratada precocemente, pode levar à perda total do implante.
A causa primária é o acúmulo de placa bacteriana devido à higienização inadequada da boca ou da própria prótese. Outros fatores agravantes incluem o tabagismo, o diabetes descontrolado, o histórico de periodontite nos dentes naturais, o bruxismo (o ato de ranger ou apertar os dentes e próteses) e a sobrecarga na mastigação (trauma oclusal).
Como o problema costuma ser indolor em suas fases iniciais, é fundamental ficar alerta aos seguintes sintomas:
- Sangramento na gengiva ao redor do implante (durante a escovação).
- Vermelhidão, inchaço ou sensibilidade persistente na região gengival.
- Mau hálito constante ou presença de gosto ruim na boca.
- Dor ao mastigar
- Secreção purulenta (pus) ou exposição de parte da rosca metálica do implante.
- Mobilidade na prótese ou no implante em estágios já avançados.
Como prevenir ?
- Escovação detalhada: Escove os dentes e a base da prótese pelo menos três vezes ao dia.
- Escovas interdentais e unitufos: Utilize essas escovas especiais de cerdas finas para limpar os pequenos espaços vazios entre o implante e os dentes vizinhos, onde a escova comum não alcança.
- Fio dental específico: Use fios dentais adaptados para próteses (tipo Superfloss) para higienizar a base e o contorno da gengiva.
- Irrigador oral: O uso de jatos de água (como os aparelhos da marca Waterpik) ajuda a desalojar os resíduos de alimentos acumulados sob as coroas e protocolos fixos.
- Visitas semestrais ao dentista para avaliação clínica e radiográfica, profilaxia e controle.
- Evitar o tabagismo: O cigarro diminui a vascularização da gengiva, reduz a capacidade de defesa do organismo e é um dos maiores vilões da longevidade dos implantes.
- Controle de doenças sistêmicas: Mantenha condições crônicas, como o diabetes, estritamente controladas junto ao seu médico para evitar inflamações exageradas no tecido periodontal.